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Catequese Digital: Julho, mês do Preciosíssimo Sangue de Jesus

No mês de julho a Igreja nos exorta a meditarmos de maneira mais especial o Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que foi derramado na Cruz para o perdão de nossos pecados e a nossa salvação. São João Batista é o primeiro a dar testemunho do poder do Sangue redentor de Cristo quando disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira dos pecados do mundo” (Jo 1, 19).

Em outras partes da Sagrada Escritura é também falado da importância que nós devemos dar ao precíoso sangue de Cristo, que nos tirou da condição de escravos do pecado e nos trouxe para uma nova vida, vida essa que começa no batismo. São Pedro em uma de suas cartas vai dizer sobre o preço que Deus Filho pagou pela nossa libertação: “Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso Sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo”. (1Pe 1,19).

O primeiro Papa a ordenar uma Missa e ofício em honra ao Precioso Sangue de Jesus foi Bento XIV (1740-1748); no século seguinte, Pio IX (1846-1878) estendeu para toda a Igreja Universal. São Gaspar de Búfalo foi um dos maiores propagadores e devotos do Precioso Sangue de Jesus, chegando a fundar uma congregação de missionários que levava o nome em honra ao precioso sangue.

Segundo São João Paulo II na sua Carta Apostólica Angelus Domini, repetindo o seu predescessor São João XXII, o valor do Sangue de Cristo é tão infinito que “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa”.

Em cada missa celebrada, nós renovamos o que Jesus disse aos seus apóstolos na Última Ceia: “Isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados” (Mt 26, 28). O Catecismo da Igreja Católica em seu parágrafo 616 diz que “nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens e de oferecer em sacrifício por todos”. E por conta disso foi preciso que o próprio Deus infinito se tornasse homem para que ele pudesse oferecer ao Pai este sacrifício também de valor infinito derramando o seu Precioso Sangue no madeiro da Santa Cruz.

Por fim, São Paulo é quem nos lembra que agora estamos reconciliados com o Pai graças ao sangue do Filho: “Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salos da ira” (Rm 5,9). “Por seu intermédio, reconciliou consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preco do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus” (Cl 1,20).

Peçamos a Jesus que sejamos dignos desse sangue e que sejamos fiel ao seu sacrifício de vida e santidade.