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Agosto, mês das vocações

Adentramos o mês de agosto e com ele a Igreja Católica no Brasil pede aos fiéis para celebrar as vocações: sacerdotal matrimonial, religiosa e laical. É também um chamado a todos os membros da Igreja de rezar pelas vocações, seja elas quais forem.

Nesse pedido, a Igreja pede que em todos os domingos do mês de agosto seja meditada uma vocação. Neste primeiro domingo é refletida a vocação sacerdotal, ou seja, o chamado dos nossos padres e bispos à vida consagrada e dedicada a Deus e ao seu Evangelho. Esses homens que decidem, de maneira livre, à vida celibatária recebem no sacramento da Ordem a função de agir na pessoa da Cristo, são verdadeiros instrumentos de Cristo no serviço da Igreja e, por conta de sua ordenação, “se habilita a agir como representante de Cristo, Cabeça da Igreja, em sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei” (Catecismo da Igreja Católica, §1581).

No segundo domingo, celebramos a vocação matrimonial. Deus desde sempre desejou a união esponsal do homem e da mulher: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18) disse o próprio Deus após a criar Adão e antes de criar Eva. Portanto, Deus vê a união entre o homem e a mulher como algo bom e assim o faz; porém, só no Novo Testamento que Jesus eleva o matrimônio ao estatus de sacramento. A Igreja sempre entendeu que é dentro do matrimônio que os esposos se tornam cooperadores de Deus na criação ao desejarem e aceitarem a chegada dos filhos, como uma benção, dadiva e graça de Deus, cuja obrigação na sua criação é levá-los novamente a Deus. A vocação principal do esposo é a santificação da esposa; a vocação principal da esposa é a santificação do esposo e de ambos é a santificação dos filhos.

No terceiro domingo celebramos as vocações religiosas. Homens e mulheres que abdicam de tudo para viverem totalmente voltados para Deus em espírito de caridade, na contemplação, oração e trabalho. O Catecismo da Igreja Católica em seu parágrafo §916 diz que: “Na vida consagrada, os fiéis de Cristo se propõem, sob moção do Espírito Santo, seguir a Cristo mais de perto, doar-se a Deus, amado acima de tudo e, procurando alcançar a perfeição da caridade a serviço do Reino, significar e anunciar na Igreja a gloria do mundo futuro”.

Por último e não menos importante, no quarto domingo do mês de agosto, celebramos a vocação dos leigos. Todo o povo de Deus é chamado, ou seja, vocacionado, a ser santo. A santidade é a vocação universal da Igreja, isto é, para todos, e não somente para padres e religiosos, mas para a universalidade de homens e mulheres batizados. Essa vocação, diferente da vocação sacerdotal e religiosa, é dirigida às ações, segundo o catecismo, temporais. Os leigos são chamados a “iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, que elas continuamente se façam segundo Cristo, cresçam e contribuam para o louvor do Criador e do Redentor” (CIC – §898). Na prática, os leigos têm o dever de santificar e evangelizar os locais nos quais os sacerdotes e religiosos, por conta de suas obrigações de estado, não podem alcançar. Isto leva em conta o local de trabalho de cada pessoa, o lazer, e principalmente o lar.

A conclusão é que o mês de agosto é para refletirmos e celebrarmos as vocações, esta graça de Deus derramada em sua Igreja, pois são todos chamados a se consagrarem e fazerem a vontade de Deus, cada um em seu estado o qual foi chamado e inspirado. São muitos os dons, como diz Paulo em suas cartas. É também a oportunidade de rezarmos com mais afinco pelas vocações na Igreja, na nossa comunidade, e inclusive dentro da nossa própria família. Que sejamos cristãos que inspiram vocações e santidade.